Ana Botafogo faz apresentação em Brasília de espetáculo inéditoPor Joyce Gomes, da redação do Clicabrasilia.com.br*
Foto: divulgação
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Dois meses de trabalho. A rotina é de ensaio e aquecimento com uma hora de intervalo para descanso e mais uma para fazer a maquiagem, se arrumar e preparar para a dança. Pela primeira vez, a remontagem de Suíte Floral-As quatro estações, é interpretada. O palco escolhido foi de Brasília. Antes da apresentação, a bailarina Ana Botafogo faz o sinal da cruz e bate três vezes na madeira. Reza para que tudo dê certo, porque, nas palavras da dançarina, cada dia é um dia e cada espetáculo tem gosto de estréia.
A aflição do início acaba quando está em cena. Os gestos suaves da primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro interpretam a emoção da música, como bem planejou o coreógrafo e diretor Luis Arrieta. Para completar, a pianista Lilian Barreto toca ao vivo, firmando a parceria de 16 anos com a bailarina. "Nós tivemos a oportunidade de trabalhar lado a lado, na mesma sala, e passamos a ter ideias e pensar arte juntas. Fizemos apresentações e vimos que as pessoas gostavam muito desse formato de música e dança", explica Lilian.
O espetáculo leva ao público o sentimento das estações do ano, como se cada uma delas fosse momentos da vida. "Tem dia que você pode ter na sua própria vida a primavera, o verão, o outono e o inverno, se você estiver desanimado. Mas logo em seguida, a primavera vem de novo. É exatamente disso que as músicas falam", argumenta Ana Botafogo ao analisar a metáfora do espetáculo. A dança é acompanhada pelas estações de compositores consagrados como Vivaldi, Piazzolla, Tom Jobim e Villa-Lobos. Além de Lilian Barreto, mais três músicos compõem a apresentação de uma hora ininterrupta. Ana Botafogo dança com o bailarino Joseny Coutinho, colega do Theatro Municipal.
O espetáculo movimentou uma equipe de doze pessoas só do Rio de Janeiro. Segundo a produtora Iza Gilz, foram necessários dois dias para a montagem, sem contar com os ajustes finais de luz e som na hora do ensaio. A produção está em cartaz desde quinta-feira (23) no Espaço Brasil Telecom e os ingressos do fim de semana já se esgotaram antes da estréia. Suíte Floral é tão esperada pelo público quanto foi para a inspiradora do espetáculo de Luis Arrieto."Curti muito a concepção da Suíte Floral. Não posso negar que adoro os grandes clássicos, mas esse é um espetáculo meu, coreografado especialmente para mim. É também um filho querido", garante Ana Botafogo.
Além de Suíte Floral, a parceria entre as artistas Ana Botafogo e Lilian Barreto já havia rendido dois espetáculos. A ideia era sair do clássico como Quebra-Nozes e Giselle e buscar uma integração para que músicos e bailarinos estivessem juntos no palco trocando energia e invertendo os papéis. É o caso da primeira parceria, Concertos Coreografados, ou Ana Botafogo in concert. "Música ao vivo tem aquela emoção do artista no momento, nunca é exatamente igual. A gravada é exatamente a mesma coisa, você acaba automatizando", afirma Ana Botafogo ao justificar a escolha. "No nosso trabalho, tanto o bailarino quanto o músico tem de estar em completa sintonia. Um depende do outro, do momento do outro. Assim, público se encanta mais", garante. O espetáculo Três Momentos do Amor seguiu o mesmo formato. Foi apresentado por sete anos e teve o início de turnê também em Brasília.
Trabalhar junto, porém nem sempre é uma tarefa fácil. Os músicos, em geral, costumam se preparar em casa, estudando sozinhos. Somente depois se reúnem para fazer, no máximo, três ensaios. Para os bailarinos, a situação parece ser mais complexa. Eles precisam estar juntos para aprenderem o movimento. O processo é diferente, mas no final, todos têm de trabalhar com união, integração e entendimento. Isso acontece no Suíte Floral. "Esse espetáculo é bacana porque são quatro músicos e dois bailarinos. É como um jogo: a bola vai de um lado para o outro, mas o interesse é de fazer gol", interpreta Lilian Barreto.
Trajetória
Com seis anos, Ana Botafogo foi levada pela mãe para as aulas de dança, em uma escola próxima à casa em que morava no Rio de Janeiro. "Eu me encantei com o balé desde o início", conta Ana Botafogo.
Com o apoio da família, fez o primeiro trabalho na França. Ao voltar para o Brasil revelou um desejo aos pais, que sempre apoiaram a filha. "Meu sonho era ir para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro", lembra Ana Botafogo. Mal sabia que o balé faria dela a primeira bailarina do Theatro, em 1981.
"A Ana representa a dança brasileira, ontem, hoje e sempre. Vê-la no palco é um incentivo para todos nós, porque ela passa muita energia, carisma, talento e, sobretudo, a versatilidade", afirma Lilian Barreto. "É uma bailarina rara que pode dançar Quebra-Nozes ou uma música contemporânea, como no nosso espetáculo, com o mesmo talento. Em Suíte Floral ela dança naponta e dança descalça. Você vê a mesma intensidade, a mesma energia, a mesma arte", elogia.
Com 31 anos de carreira, a bailarina conhecida no mundo inteiro, revela que está perto o momento de pendurar as sapatilhas. "Agora estou na maturidade da minha carreira. Mas eu quero parar assim, enquanto eu estiver dançando bem. Ainda não tem nada previsto, mas está próximo", declara Ana Botafogo.
Com seis anos, Ana Botafogo foi levada pela mãe para as aulas de dança, em uma escola próxima à casa em que morava no Rio de Janeiro. "Eu me encantei com o balé desde o início", conta Ana Botafogo.
Com o apoio da família, fez o primeiro trabalho na França. Ao voltar para o Brasil revelou um desejo aos pais, que sempre apoiaram a filha. "Meu sonho era ir para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro", lembra Ana Botafogo. Mal sabia que o balé faria dela a primeira bailarina do Theatro, em 1981.
"A Ana representa a dança brasileira, ontem, hoje e sempre. Vê-la no palco é um incentivo para todos nós, porque ela passa muita energia, carisma, talento e, sobretudo, a versatilidade", afirma Lilian Barreto. "É uma bailarina rara que pode dançar Quebra-Nozes ou uma música contemporânea, como no nosso espetáculo, com o mesmo talento. Em Suíte Floral ela dança naponta e dança descalça. Você vê a mesma intensidade, a mesma energia, a mesma arte", elogia.
Com 31 anos de carreira, a bailarina conhecida no mundo inteiro, revela que está perto o momento de pendurar as sapatilhas. "Agora estou na maturidade da minha carreira. Mas eu quero parar assim, enquanto eu estiver dançando bem. Ainda não tem nada previsto, mas está próximo", declara Ana Botafogo.

Um comentário:
Aqui também cabe comentários seus sobre a conversa com ela pelo telefone... Aliás, telefone da sua casa !!! Isso que chamo repórter sentado !!!!! hehehee
Parab... Oops, já tinha falado !!!!!
Beij
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